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Carta ao Instituto Rothbard

Tempo de Leitura: 11 minutos

Carta ao Instituto Rothbard

Caro Fernando Chiocca,

De todas as interações possíveis que a Editora Konkin e o Instituto Rothbard poderiam estar protagonizando nesse momento, penso que essa é uma das menos felizes e produtivas. Não apenas pelo caráter da discussão, mas em virtude do resultado possível dela. Não sairemos dela com mais do que entramos, na medida em que não representa uma série de compromissos, ações e interações positivas para o andar geral do movimento, mas apenas uma mudança específica de grafia.

Entretanto, considero essa e todas as outras discussões desse tipo extremamente relevantes porque nosso trabalho até aqui é muito similar ao de SEKIII, como revisionistas históricos do movimento. De fato, encontrará em muitas das nossas falas um tom que poderia ser mal interpretado como rebelde ou atrevido, mas temos em mente que pior do que a sensação geral de atrevimento é o calar-se, silenciar-se e a indiferença geral e metódica que vem afetando o movimento. Aquilo que Rothbard sabiamente chama de “desuso da habilidade de ler-e-escrever”.

Deixe-me apresentar um pouco de minhas credenciais. Em meu trabalho para a Editora Konkin, participei de traduções como a d’O Mito da Defesa Nacional, de Hans-Hermann Hoppe, Homem, Economia e Estado de Murray N. Rothbard, Socialismo, de Ludwig Von Mises, além da Revolução Satoshi de Wendy McElroy. Fui Coordenador Editorial da maior parte desses livros, e, como tal, digo que a grafia “praxiologia” é somente uma das mudanças que as traduções que coordenei trouxeram com relação às de outras editoras.

Inclusive espanta muitíssimo que esse “erro” tenha sido descoberto apenas agora, indicando; talvez uma confiança inesperada, talvez certa indiferença em relação às nossas traduções. Se for o segundo caso, tenho péssimas notícias a dividir. Temos muitas outras escolhas terminológicas que acreditamos serem qualitativamente diversas do uso corriqueiro nas obras austrolibertárias traduzidas por outras editoras.

Ainda assim, se a Providência quis que fosse essa a discussão que iniciaria uma série de outras discussões e enfrentamentos (alguns muitíssimos necessários) entre as traduções anteriores e atuais do movimento libertário, que assim seja.

Os pontos abaixo são uma tentativa de sumarizar a nossa discussão em torno de quais são os argumentos mais relevantes, permitindo assim que saibamos onde houverem inserções indevidas e que possamos focar no mérito da discussão.

1. Primeiro, deixe-me esclarecer que qualquer intenção subliminar que se possa extrair dessa discussão não poderia ser menos verdadeira. A intenção de meu texto foi de justificar o uso de “praxiologia” no lugar de “praxeologia”. Nada mais.

a. Considero exacerbada e desmedida a associação da grafia de uma palavra a um grupo de pessoas com determinados interesses (como você fez ao atribuir a grafia “praxiologia” aos “boçais hayekianos” que são “do IMB” que é “do mal” e a pessoas de algum modo influenciados por eles). É algo que atenta contra os princípios da lógica, ao acreditar que o indivíduo age não em virtude do esclarecimento e das faculdades da razão, mas em virtude de interesses velados e obscurantistas. Sua fala, infelizmente, lembrou-me do que é descrito por Mises no início de seu “Socialismo — Uma Análise Econômica e Sociológica”, como sendo um comportamento típico de marxistas ao atribuir o caráter de “burguês” aos seus oponentes intelectuais, assim desconsiderando os escritos de um sujeito — tal comportamento não poderia estar mais distante da Editora Konkin, que sempre prezou pelo amplo e franco discurso racional.

b. Além disso, associar a grafia de uma palavra ao que há de pior na filosofia é fazer algo que não temos, sinceramente, a autoridade intelectual para fazer. Nada do que estamos construindo até aqui nos permitiria negar, sem a devida leitura, toda uma corrente de influências francesas.

i. A praxiologia de Bourdieu, por exemplo, tem coisas úteis a adicionar, a partir do momento em que interpreta o sujeito como a soma de suas capacidades, entregando um caráter de intercambialidade das mudanças em virtude das ações concretas do sujeito.

ii. Para Bourdieu, o sujeito é parte integrante e integrada do horizonte de influências que seu capital é capaz de alcançar, libertando o agente da influência determinante da visão marxista.

iii. Mises começa o Ação Humana justamente afirmando que a palavra que está usando foi usada anteriormente por Espinas (que a grafa com E).

§1. Se o problema é com os praxiologistas franceses, como você indicou no texto, então é melhor passarmos a usar o i.

§a. Fonte.

§b. Consideração divertida: se houver a tentativa de separar Espinas de Bourdieu, penso que ela será profundamente curiosa, em virtude do segundo citar longamente o primeiro.

2. Acontece que, segundo os parâmetros da língua portuguesa, esse tipo de escrita está totalmente justificada, e, em verdade, é uma forma correta de escrever. Todavia, “praxeologia”, embora não justificada dentro dos parâmetros da língua portuguesa, poderia ser justificada de outros modos, como você tentou fazer: considero que as regras gramaticais não são régua para tudo.

a. Entretanto, penso que devemos ter uma atenção para a característica normativa essencial que possuem as regras do português, elas estão postas ex ante ao debate, precisando que as declarações dos tipos filológico, filosófico e semântico sejam colocadas e evidenciadas pelos agentes da discussão.

i. Assim, podemos reconhecer dada tradução como preferível a outra, mas não o podemos fazer única e exclusivamente pelo uso corriqueiro dela, mas de uma exposição de razões, valores e compromissos que de fato se dê.

§1. Esse parâmetro, como você pode observar, é tão relevante que nos dispomos (e nos disporemos no futuro) a entrar a fundo numa discussão que, de outra forma, dificilmente nos ocuparia tanto.

ii. Além disso, os motivos e usos gramaticais que são expostos numa língua, precisam passar por certo trato filosófico ao serem transpostos em uma tradução para outra língua, suas raízes, seus formatos e suas contribuições precisam ser vistas em termos de uma teia real e articulada, não ignorando a existência concreta da teia de intencionalidades filológicas, sem, é claro, atravessar as particularidades da língua em questão.

§1. Assim, é necessário entender que o Português, diferente de outras línguas tratadas aqui, é conhecida como uma língua particularmente rica para a filosofia, possuindo um horizonte de interpretações e estigmatizações devidas.

§2. Dessa forma, ao utilizar o Português é preciso se perguntar sobre a estrutura formal do distanciamento que se está aderindo.

§a. A separação entre formas diversas cria a noção da completa separação de sentido, é isso que buscamos ao separar as duas línguas?

§i. Consultar 1-B em diante.

§3. Se é isso que é buscado, então todas as acepções de ação são tomadas de forma semelhante e apenas o estudo é tomado de forma diversa?

§a. É dever conhecido, na estruturação de tradutibilidade entre as línguas, o estabelecimento de proximais e distais que possam efetivamente fundamentar as diferenças de afirmações finais.

§i. Querer abstrair a forma extrínseca de sentido sem aderir formas concretas diversas é perder o nexo formal entre as categorias e eliminar as transposições de sentido que naturalmente se formam na interpretação de signos.

§ii. Por isso, há de se cumprirem os devidos comprometimentos ontológicos na afirmação de uma separação diagonal dos sentidos.

§4. Não seria essa a fórmula para perdermos o caráter generalizante e integrante do estudo misesiano?

3. Quanto à acusação de que existam implicações naturais afirmadas pela simples utilização de uma grafia específica, é importante entender que nós somos ainda mais radicais que o mais radical rothbardiano, ou, para usar uma expressão geralmente associada a Konkin, mais rothbardianos que Rothbard. Essa frase é geralmente usada para significar que todas as conclusões poderiam ser tiradas do processo racional de busca pelo conhecimento, mesmo que as conclusões fossem contra-intuitivas, diminuindo a chance de sucesso do agente. Não temos motivos ou medo para hesitar nas consequências e implicações políticas de uma negação de qualquer tipo.

a. Se a consequência de uma busca real pela verdade é não termos como parceiros o Instituto Rothbard, então que assim seja.

i. O que não implica que não possamos e não queiramos ser convencidos, afinal toda e qualquer convergência de libertários na busca pelo sentido concreto de seu movimento é algo do qual se orgulhar.

b. Sou agorista, participo de um projeto educacional agorista que busca fomentar intelectuais fora do meio estatal, este projeto e a Editora Konkin foram coisas que mudaram minha vida, dos quais tiro não somente evolução mental mas também onde garanto a minha condição material e familiar.

i. Como poderia eu diante desse cenário me acovardar diante de possíveis consequências, mesmo que advindas de um Instituto respeitável e digno como o Instituto Rothbard?

4. Aqui fica o convite para tentar estipular as consequências sintáticas, morfológicas e semânticas da afirmação da grafia com “e”, ou seja, utilizando das normas da língua portuguesa, tratar o impacto formal dessa alteração na compreensão geral dos falantes sobre esse termo.

a. Isso se faz necessário porque do contrário é afirmar que não existem implicações gramaticais numa alteração gramatical, uma tese um tanto quanto heterodoxa da visão geral da formação da língua portuguesa.

b. Ao clamar pela utilização do termo “praxeology”, em língua inglesa, é importante traçar quais foram os compromissos, impactos e estruturas alteradas em virtude dessa utilização concreta, assim possibilitando a comparação entre os dois conjuntos decisórios.

i. Já adiantamos que as estruturas gramaticais e a forma geral da língua inglesa é deveras diferente da nossa língua nativa, assim criando largas dificuldades nessa formação.

5. A afirmação do termo em grego, Práxis, possui uma capacidade de designação rígida perante a própria forma da discussão filosófica, porque nos permite abstrair a utilização do processo de tecnologia aristotélica, com a enunciação e clarificação dos componentes de fins, meios e propósito para os objetivos e realizações determinadas por Mises.

a. Um processo desse tipo foi realizado por Marian Eabrasu em seu artigo Uma resposta às críticas correntes formuladas contra a Ética Argumentativa de Hoppe, tradução publicada pelo Instituto Rothbard para defender as aplicações da ética argumentativa.

b. Não reconhecer a validade desse tipo de formulação, ou tentar separar essa forma de consideração da estrutura aristotélica e grega habitual é um processo que pode expurgar parte do sentido contido na obra teleológica de Mises.

c. Tal reaproximação já foi inclusive esboçada pelo próprio Rothbard em seu Economic Controversies. Nele, em “O Estado Presente da Economia Austríaca”, ele associa fortemente Mises e Aristóteles a uma ontologia racional do homem, rivalizando a dupla Aristóteles e Mises contra Hayek e Lachmann.

i. Veja que ironia que é justamente a reaproximação ao grego que reafirma a proximidade Mises-Aristóteles CONTRA o paradigma hayekiano.

6. Um de seus pontos levou em conta a já consolidação do termo “praxeologia” nas traduções do autor, e este é um ponto de fato válido, embora não invalide pontos diversos: um erro ortográfico pode se tornar popular, e está tudo bem com isso.

a. A questão é: isso não mostra o porquê da grafia alternativa estar errada.

b. Ainda estamos nos princípios do movimento libertário e a consolidação ainda não passou pelas devidas discussões necessárias para formação do léxico austríaco-libertário no Brasil.

i. Para se ter uma ideia, estima-se que foram necessários 70 anos entre a formação do ideário marxista e a consolidação do que se chamaria ortodoxia marxista.

ii. Estando de tal modo o processo no mundo inteiro ainda em franco desenvolvimento e a tal da Ortodoxia Misesiana-Rothbardiana, ainda em construção.

7. Utilizando-me do Princípio de Caridade, interpretando sua resposta da forma que considero a melhor possível, há um motivo que considero forte para se grafar “praxeologia”: a possível confusão da “praxeologia” tal como entendida por Mises com a “praxiologia” de outros autores não-austríacos e talvez até anti-austríacos. Todavia, penso: se estamos falando de um termo que exprime uma ciência em vez de um autor, não deveria a ciência necessariamente não estar subordinada à doutrina específica de autor algum?

a. O que se entende rigidamente por “praxeologia” pode, de fato, estar atrelado a Mises, e a gênese histórica dela tal como é entendida hoje está sim atrelada a Mises, mas uma ciência não necessariamente segue — a não ser por sua fundação, que é o que o consolida para além de suas teses para tal ciência — a doutrina de um autor, sendo um processo aberto de construção e esmero intelectual.

b. Além disso, se formos colocar “praxeologia” como se referindo especificamente a Mises, não estaríamos nos referindo à “ciência da ação humana”, mas sim à “ciência da ação humana tal como entendida por Mises”, mas isso vai contra o próprio critério de uma ciência geral que abrange várias disciplinas e não um só autor!

c. Além do mais, se for o caso de se utilizar de “praxeologia” por esse motivo, pensemos: deveríamos então nos utilizar de duas grafias diferentes de “fenomenologia” para me referir à fenomenologia tal como entendida por Husserl e por Heidegger? Deveria eu me utilizar de três diferentes grafias de “física” para me referir respectivamente a Aristóteles, Newton e Einstein?

8. De fato estamos no português, e não no grego, “práxis” é a raiz de “praxiologia”, e também, pode-se dizer, sob certa perspectiva, de “praxeologia” e, na formação das palavras em português, preserva-se a última vogal átona da palavra da qual se deriva um outro nome, forma-se então o radical “praxi” (e não “praxe”, este que advem de “praxes”, uma pluralização) e adiciona-se “logia”, que é o sufixo que exprime ideia de ciência, e assim (acrescentando a vogal de ligação “o”) forma o termo em sua significação bruta: ciência da ação, ciência da “práxis”.

a. Olhando por lentes misesianas, essa pluralização seria uma forma de remeter ao polilogismo, um velho adversário de Mises.

b. Entender que temos um uso para a palavra praxe no português é relevante, nos leva a acreditar que a separação de radicais precisa estar consoante com seus incisos. Afinal, como poderíamos explicar a etimologia da palavra senão através de sua formação filológica e então não usamos de toda forma a palavra práxis?

9. Então eu não me referi somente à “práxis”, mas a ambas as partes que formam “praxiologia” ao me utilizar dos étimos que enunciei, tudo o que fiz foi dividir a palavra e tentar, assim, apresentar a força concreta dos sentidos inarticulados da palavra.

a. Quanto ao que tange a afirmação derivada dessa que o sentido geral da palavra dada por Mises era outro, digo que esse uso carece de fontes, em virtude da necessidade de uma apresentação formal, específica e translúcida dos usos das palavras enquanto intenções reais e concretas dos usuários.

i. Considerar a questão de outra forma nos faria indevidamente falar em nome dos autores, dando a eles análises filológicas que eles não articularam, afinal entenda um pouco de grego e você pode ter uma conclusão, entenda MUITO de grego e você pode ter uma visão muito mais rígida da possibilidade de transposição indevida das línguas.

ii. Além disso, o relato de Mises sobre suas dificuldades em transpor o manuscrito original do Human Action, esse em alemão (posteriormente desenvolvido e ampliado para a primeira edição em Inglês), relatam a especificidade do seu trato com a própria língua inglesa, não nos dando muito terreno com o qual trabalhar para a transposição formalística do seu estilo em português.

§1. GREAVES: I’ll never forget Mises saying in his seminar, again and again, that languages are important. I took that to heart. It was still difficult for me and I did it very slowly. I had some French and German in school, and I studied Spanish after I got out of school in 1938, in anticipation of spending some time in Latin America.

§2. AEN: And you put your knowledge of German to work for Mises?

§3. GREAVES: He was generally suspicious of translations. He doubted whether many translators could be familiar enough with the two languages on which they worked to produce something truly faithful to the original. Also, he often pointed out that customs, practices, and concepts associated with one language may have no counterpart in another. Even so, he sanctioned some translations. I was particularly careful with the translation of three monetary essays published as On the Manipulation of Money and Credit, edited by Percy. The two of us often spent hours, with dictionaries and thesaurus at hand, discussing the most suitable words to use. It took a lot of time, but I hope the result would have pleased Mises.

iii. Em verdade, dada a sua compreensão das estruturas positivistas legais e a própria forma como enxergava e valorizava os componentes formais de compreensão da ciência e da semiótica, temos bons motivos para acreditar que a preferência misesiana seguiria a norma culta, em vez de afastá-la.

10. E… Sim, a tradução da magnum opus de Rothbard, nesse caso, contraria a tradução ao português da magnum opus de Mises, que se encontra até hoje na mesmíssima edição.

a. Será que em 12 anos não encontraram nenhum erro na edição de uma tradução?

i. E se não encontraram, será que não é o caso que se está afirmando que aquele conjunto original de termos que foram escolhidos seriam então perenes? À prova de críticas?

ii. E se assim o é, será que a equipe mais qualificada para tal seria a que não é composta por sequer um dos funcionários do libertarianismo? Já que Donald Stewart Jr. e Tatiana Gabbi não são libertários profissionais?

iii. Para usar uma menção de Rothbard no Ética da Liberdade:

§1. A menção dos físicos chama a atenção para outro requisito necessário ao sucesso do movimento: a existência de profissionais, de pessoas que dediquem todo o seu tempo e o máximo de atenção ao movimento ou à disciplina em questão. Nos séculos XVII e XVIII, quando a física moderna surgiu como uma nova ciência, surgiram sociedades científicas que eram basicamente compostas de amadores interessados, que podem ser chamados de “Amigos da Física”, que criaram uma atmosfera de estímulo e de apoio para a nova disciplina.

§2. Mas, com certeza, a física não teria avançado muito se não fosse pelos físicos profissionais, pessoas que fizeram da física uma carreira de tempo integral, e que, por isso, puderam dedicar toda a sua energia ao fomento e ao avanço da disciplina. A física certamente continuaria a ser um mero passatempo para amadores se a profissão de físico não tivesse surgido.

§3. Ainda assim, existem poucos libertários, apesar do espetacular crescimento das ideias e do movimento nos últimos anos, que reconhecem a enorme necessidade do desenvolvimento da liberdade como uma profissão, como um núcleo central para o progresso tanto da teoria como das condições da liberdade no mundo real.

iv. Reconhecemos a enorme necessidade do desenvolvimento da liberdade como uma profissão a tal ponto que todos nós, seus interlocutores nessa discussão em questão, somos profissionais da liberdade.

b. E se o motivo para que não tenha havido alterações do tipo para que não se façam modificações num texto longuíssimo, com diversas implicações lógicas, econômicas e políticas, é a falta de tempo, então o que lhes leva a crer que essa discussão seja de alguma forma menor e menos delongada que uma revisão amigável do Ação Humana?

i. E não entendam isso como uma forma de nos blindar da discussão em si, mas apenas o questionamento acerca da forma concreta manifestada praxiologicamente das prioridades estabelecidas pelo Instituto.

§1. Longe de nós questionarmos acerca da organização do Instituto Rothbard que tanto nos trouxe de útil e pertinente para o movimento libertário, mas será que não existem respostas para serem articuladas que exigem mais urgência do que a grafia da palavra praxiologia?

§2. Será que não são necessários textos, comentários e dispêndio de tempo, principalmente com e-mails para figuras libertárias internacionais, para desmascarar figuras como Raphael Lima e Fhoer, que sejam superiores em urgência e necessidade do que a discussão de tal grafia?

11. É claro, trazer ao Brasil a maior obra de Mises e o esforço em traduzi-la é mais que obviamente venerável, é bem mais que isso: é histórico, grandioso. Todavia existem discordâncias a respeito de termos. Discordâncias essas que levamos às traduções das obras publicadas, mas que não tiram mérito algum da tradução pioneira.

Forte Abraço,

Vitor Gomes Calado,

Coordenador Editorial da Editora Konkin

Esse texto é uma continuação da discussão iniciada nesse link.



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