Estude com o Adamska

Adamska
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Até ontem, 24/06/2022, aqui estava um texto em Lorem Ipsum, mas estou no projeto desde o dia 3 de Janeiro de 2022, os dados aqui foram atualizados, e… bem, pensando neles, não sei se eles estão tão satisfatórios. E é sobre isso que pretendo começar escrevendo aqui.

Com coisas novas, quando as encaramos positivamente, nutrimos muitas vezes expectativas sobre como as coisas vão ser e, antes de tudo, sobre a ampla gama de possibilidades que temos e como podemos finalmente nos tornar, para nós mesmos ao menos, “grandes”. Creio que uma certa frustração com as expectativas foi algo que ocorreu com todos os membros do projeto, incluindo eu mesmo.

Ao nutrir tantas expectativas o nome “fantasia” pode passar a parecer mais apropriado para esse tipo de pensamento. Não em um sentido negativo, mas no sentido de ser um tipo de pensamento sobre um evento futuro que é tão irreal que uma certa frustração se torna necessária para “voltar a realidade”. Esta é uma descrição um tanto extrema, que minha memória não me permite lembrar se passei por isso ou não, mas por via das dúvidas tomemos o acontecimento disso por garantido.

A frustração em relação às expectativas se dá antes de tudo pelo confronto com os obstáculos, que são numa primeira aproximação e na maioria das vezes ignorados – muitas vezes quando nutrimos expectativas tanto positivas quanto negativas sobre um evento futuro elas parecem tender a extremos, ou são ignoradas as dificuldades ou são ignoradas as alegrias. Obviamente que para este último caso o nome “frustração” para o confronto da expectativa com a realidade não é o mais apropriado, mas isto não é um ensaio para se buscar tanto rigor assim.

Aqui, na casa, deparei-me com diversos obstáculos, em especial aqueles que tangem a minha própria concepçao sobre minhas próprias capacidades intelectuais: é algo novo – e… bem, eu também sou novo -, e não sou um gênio, nem filósofo, nem polímata, sou um estudante que de algum modo conseguiu a atenção de pessoas bem mais inteligentes que eu, e que viram um certo potencial em mim e que se dispuseram a me ajudar no desenvolvimento dessas virtualidades. Sou, de certa forma, uma promessa, e não muito mais que isso. E, bem, isso não é uma reclamação, nem é algo negativo, muito pelo contrário! Interpreto isso como um imenso dever para com os que me proporcionaram essa oportunidade, além de, é claro, ser grato e ter um pouco de meu ego e minhas perspectivas sobre eu mesmo um tanto melhor estimadas.

Mas os obstáculos não deixam de existir, obstáculos esses que só parecem bem descritos caso se viva eles. De certo modo, creio que todos engajados no estudo – especialmente na autoeducação, mas creio que aqui houve algumas questões a mais: pensei que quando chegasse eu iria estudar, ler muito, e conseguir escrever imensas páginas, que eu iria conseguir passar horas e horas sem sentir incômodo algum fazendo uma mesma coisa apenas, e entendendo tudo o que li, sem dúvidas e sem cansaço. Um absurdo.

E, bem, os obstáculos são tudo o que impedem esse doce sonho de um estudante perfeito se realizar: dúvida, inquietação e dificuldade de compreensão, que muitas vezes davam vazão a outro problema: inconstância. Creio que deve ter havido mais coisas, mas isso já é suficiente.

Os problemas mencionados acima eram problemas com os quais eu mesmo também lidava quando estudava por mim mesmo, sozinho e desordenado. Muitas vezes o estudante se vê curioso por um dado assunto, e quando essa curiosidade se esvai, ele deixa o assunto de lado, o esquece, e parte para outro; muitas vezes nós não conseguimos ler o tanto quanto queríamos, e nos sentimos muito mal por isso; muitas vezes nós não entendemos algo que lemos, ou saímos totalmente sem compreensão da leitura de um livro. Sentimos-nos idiotas, e isso gera desmotivação, e de certa forma cria todo um ciclo com essas mesmas coisas. E então o que era expectativa e idealização se converte em depreciação: eu me achei burro por não entender, fracassado por não ter terminado de ler um livro, etc., é um tanto cansativo elencar tudo.

O dever, então, torna-se mostrar como esses sentimentos são tão irreais e absurdos frente a mim mesmo, o que não é uma tarefa tão difícil. Mas essas coisas nunca de fato somem, elas vem e vão, muitas vezes queremos o caminho fácil das coisas, simplificamos o que é complicado muitas vezes e complicamos o que é simples, a esse tipo de coisa damos o nome de falha, erro, etc., que, como diz o ditado, é humano.

Mas, como creio que podem ver, não deixei esse tipo de coisa ter um papel tão proeminente assim, e me mantenho estudando os dois assuntos sobre o qual mais me interesso e me dedico de forma minimamente ordenada: filosofia e história, buscando estudar um em função de outro topando muitas vezes com o melhor dos dois mundos: filosofia da história.

Atualmente estou terminando a série de volumes História Geral das Civilizações, estou no Volume 3 (de 17) atualmente, e também estou terminando minha segunda leitura de Ser e Tempo de Martin Heidegger. Não deixei nesse tempo todo de ter lido também os próprios livros lançados (e ainda não lançados também) pela Editora Konkin, sobre estes tenho um carinho especial, pois participei da tradução e participei da direção de vários deles, mas não li apenas por afeto, pois o conteúdo de todos que li são ótimos, considero o Socialismo de Ludwig von Mises um dos melhores livros que já li, bem como também a História do Pensamento Econômico de Rothbard e também seu Homem, Economia e Estado.

De todo modo, creio que só tenho de relevante para dizer por agora. Espero em breve fazer algumas pequenas contribuições autorais em forma de textos, e… Caso queira doar para mim, sinta-se a vontade, ficarei muito grato, e caso queira doar ao projeto, fico mais grato ainda. Caso queira me contatar, pode fazê-lo através de meu twitter ou telegram (@adamskaoclt).

Vitor Gomes

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