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Estude literatura com o Panda!

Gabriel Almeida Orlando: Panda!

Gabriel Almeida Orlando: Panda!

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Eu poderia dizer que começou de outro jeito, de uma maneira muito mais… “interessante” e teatral, como nos filmes ou algo do tipo, mas a verdade mesmo é que foi mais ou menos assim:

— E aí, Panda, bora?

— Bora.

Desde então, me juntei ao projeto da Universidade Libertária, com o intuito de me aprofundar na teoria e na crítica literária. E se por acaso estiver se perguntando se existe um motivo pelo qual escolhi a matéria literatura — e não filosofia, economia ou outra coisa “mais libertária” —, eu poderia dizer que é porque gosto de escrever, e porque venho fazendo isso de maneira semi-profissional há uns três anos.

Mas, infelizmente, essa decisão foi um tanto parecida com a anterior:

— Que tal literatura, Panda?

— Literatura… é, pode ser literatura sim.

Depois de um começo desanimador e uma escolha tão simplória, é esperado que você imagine que eu tenha ao menos um objetivo em mente — um fim para o qual todo esse esforço se dirige. Nesse quesito, posso te dar uma resposta satisfatória:

Espero entender mais sobre literatura, e então descobrir qual o valor dela e qual a utilidade dela. Esse é o meu objetivo. 

Sim, todo mundo precisa de teto, roupa lavada e comida na mesa — e tudo isso remete a dinheiro. Mas se não sei o que de fato é a literatura, se desconheço seu valor e utilidade, como posso presumir um ofício que se baseie nela? 

Sei que existem escritores, editores, professores, booktubers e todo tipo de profissional da área da literatura. Mas todos eles, acredito eu, já sabiam do valor e da utilidade dela muito antes de escolherem ou “caírem” em suas carreiras. Já eu não sei nada sobre isso. À minha frente, vejo uma pequena pilha de seis ou sete livros. Uns dos únicos que terminei de ler na vida. Todos sobre teoria, crítica literária e… marxismo. É, tem um tanto de marxismo. Na verdade, eu diria que até agora teve mais marxismo do que qualquer outra coisa. Mas fazer o que. Eles são bem dedicados, não?

As seguintes informações não me parecem tão relevantes. Porém, como me foram cobradas, vou apresentá-las uma a uma de maneira breve:

— Falo três idiomas: Português, inglês e francês.

— Morei na França por cerca de cinco anos, entre novembro de 2015 e julho de 2020.

— Fui o primeiro dos oito primeiros membros a me juntar ao projeto da Universidade Libertária.

— Eu frequentava os mesmo servidores do Discord que o Malboro e o Miorim.

— Me identifico como libertário / ancap desde 2017.

— Voltei ao Brasil por conta de problemas conjugais e familiares.

— Prefiro viver no Brasil do que na França, e não pretendo voltar a morar no exterior.

— Tenho 21 anos, 1.80 de altura.

— Meu nome verdadeiro é Gabriel de Almeida Orlando.

Por fim, me foi pedido que eu desse uma razão ao leitor para que valorizasse o meu esforço no estudo da literatura e o projeto da Universidade Libertária como um todo. Excluindo o fato de eu já ter admitido que desconheço o real valor e utilidade da literatura, faço aqui uma breve, provavelmente errônea e completamente sincera divagação:

Marxistas, liberais e fascistas têm, nos últimos tempos, dominado a literatura. Ainda que famosas, são poucas as ficções que defendem ideais libertários — e menor ainda é o número de críticas que explicitam esses ideais. Nossos heróis — aqueles que, mesmo “inexistentes”, nos comunicam verdades sobre o valor da vida, do esforço e da compaixão —, quando não são de fato marxistas, liberais ou fascistas, são defendidos como tais. Farei de todo o possível para que minhas descobertas acerca da teoria e da crítica literária tornem a mim e a outros capazes de criar histórias que façam juz à doutrina libertária — ou que ao menos possam revelar, nas histórias já existentes, onde ela se encontra. E para isso, preciso de ajuda — da sua ajuda.

A Universidade libertária, sendo contra o debate e a disputa política, deu início a esse projeto com o intuito de criar intelectuais libertários — pessoas capazes de defender a liberdade por todos os meios éticos possíveis. É fácil, e até razoável, pensar que um ensaio ou uma obra “intelectual” seja muito mais apropriada para defender tal ideal. E admito que uma parte de mim também acredita nisso. Mas questionando a mim mesmo, e a qualquer outro que tenha convicção nessa mesma ideia, lanço aqui, no fim, uma última pergunta:

Quando toda história e herói se oporem aos ideais da liberdade…

 

Aqueles que decidirem lutar por ela serão capazes de defendê-la?