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Economistas Empíricos e o desperdício

Tempo de Leitura: 2 minutos

Um breve comentário sobre “Economistas empíricos”.

Uma das coisas essenciais da formulação do conhecimento científico é a sua exploração filosófica. O método científico é trivial e não cria novos conhecimentos sendo limitado pela filosofia que, essa sim, efetivamente os cria.

Se o método não passa no crivo epistemológico, ele é brincar com números pra lá e pra cá e não se aproxima nem mesmo remotamente de um conhecimento justificado.

A razão para isso é tal como se segue: Os padrões percebidos na natureza não são padrões ipso facto, mas de dicto!

Ao que poderia ser respondido pelo pseudo economista que é possível estabelecer alguma espécie de concordância linguística acerca desses fenômenos em sua origem de forma prévia ao efetivo ocorrer.

Algo como uma “praxiologia as avessas”. Vamos fingir que funciona assim! Uma vez estabelecidos padrões linguisticamente semelhantes que possam definir esses padrões de re, nós ainda teríamos que mensura-los materialmente no tempo e espaço.

Uma roda é uma roda em qualquer tempo, mas poderia ser descartada por um homem das cavernas por não ter a noção de que aquele agrupamento de coisas é em si uma coisa só.

Da mesma forma, diversos comportamentos são entidades em si mesmos e não são percebidos temporalmente simplesmente porque não os separamos de forma válida.

Pense nas etapas

Pense nas etapas da piscada de olho que demorou anos até ser devidamente investigada para entender que a divisão de padrões a padrões menores e temporalmente contido é algo profundamente complexo até para coisas simplíssimas.

Mas digamos que nós somos mestres da concordância semântica e do tempo também. Sabemos distinguir perfeitamente os fenômenos em tempos que contem apenas a si mesmos e a mais nada.

Você ainda teria um problema evidente que seria o fato de que ainda que estabelecidos certos critérios para determinada comunidade, ou até mesmo de forma universal, você precisa chocar esses padrões com o material.

Concordância semântica, temporal e material. Para criar modelos decentes, é o mínimo que você precisa ser capaz de criar. Isso é extremamente corriqueiro na biologia, física e outras ciências. Diga que eles precisam fazer isso e eles dirão que ensinar padre a missa é deselegante.

O problema é que o material nas ciências humanas muda a cada instante.

Então ainda que você seja capaz de listar padrões ipso facto, criar concordância semântica sobre eles e mante-los fixos no tempo, você ainda precisaria que essas observações dessem origem a constatações reais e efetivamente observáveis para análise do modelo.

Para fazer isso, você precisaria ser senhor do espaço também e efetivamente ter acesso ao maior número de informações possíveis de tal forma que pudesse constatar a materialidade dessas informações.

Bem, vá me perdoar, mas se você é senhor das mentes humanas, do tempo e do espaço, o que você está fazendo criando modelos estatísticos em economia? Um verdadeiro desperdício, eis então os economistas empíricos.

Gostou do artigo? Sobre esse tema, leia o maravilhoso livro de Murray Rothbard: Homem, Economia e Estado.

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