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Facebook Suspende Ron Paul De Seguir Coluna Que Criticava Censura de Big Techs

Taiane Copello
taiane.copello@gmail.com

Carioca, 22 anos, estudante de filosofia na UFRJ, escritora de artigos da Universidade Libertária, ex-coordenadora do projeto LibertaRio e do Grupo de Estudos Walter Block. Palestrou na Frente Libertária; publicou um artigo na Revista Pontes sobre filosofia austríaca; escreve monografia sobre Praxeologia; tem mais de dois mil e duzentos seguidores no twitter onde posta com frequência conteúdo libertário e demais temas que envolvam filosofia e economia.

Por suspender Ron Paul, fica claro que a segurança não é a maior prioridade das Big Techs.

Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2021.
Por Jon Multimote

Na segunda, Facebook bloqueou o então candidato à presidência Ron Paul em sua própria página. Isso aconteceu horas depois do congressista de longa data herói libertário compartilhar um artigo onde ele criticou o Twitter e o Facebook de banir o Presidente Donald Trump de suas plataformas.

“Nas últimas semanas, uma massiva purificação de redes sociais – começando com o presidente Donald Trump ser banido permanentemente do Twitter e outras saídas – está chocando e assustando quem de nós valoriza livre expressão e livre troca de ideias”, Paul escreveu. “As justificações que vieram pelo silenciamento de faixas largas da opinião pública não fazem sentido e o processo não é nada além de transparente. Agora com os dois tweets ofensivos do Presidente Trump, por exemplo, foi chamado de violência expressada explícita ou implícita. Isso foi um clássico exemplo de primeira sentença, depois do veredito.”

Paul compartilhou o artigo em algo em torno de 10 horas da manhã. Horas depois, Paul disse que foi bloqueado pelo Facebook.

“Sem nenhuma explificação, outro que ‘repetidamente foi contra nossa comunidade padrão’, o Facebook, me bloqueou de administrar minha página,” Paul anunciou no Twitter. “Nunca aconteceu de nós resolvermos notificar a violação da comunidade padrão no passado e agora os posts ofensivos foram identificados.”

Paul disse que o único material postado no Facebook na segunda-feira foi o artigo previamente notificado, naquela semana a coluna “Converas Nas Ruas Do Texas”, na qual ele publicou em toda semana desde 1976.

With no explanation other than “repeatedly going against our community standards,” @Facebook has blocked me from managing my page. Never have we received notice of violating community standards in the past and nowhere is the offending post identified. pic.twitter.com/EdMyW9gufa— Ron Paul (@RonPaul) January 11, 2021

O Grande Calafrio No Discurso

A questão da censura da rede social, um fenômeno espinhoso que se instaurou nos últimos anos veio à tona, especialmente por conta dos libertários.

Como companhias privadas, o Twitter e o Facebook tem direitos legais de decidir quem e o que será disponibilizado em suas plataformas. Por outro lado, muito se observa sobre valores culturais de liberdade de expressão e diversidade de pontos de vistas como propaganda liberal (no sentido clássico) e de uma sociedade de tolerância.

Por anos, a mídia em geral e os libertários, particularmente, discutiram como banimentos das controversas figuras puderam ser manipuladas. O debate começou a ficar sério no verão de 2016 com a expulsão de Milo Yiannopoulos, um provocador inclinado a direita que tinha ganho vários seguidores na sua rede social.

Muito do que tempo que foi chocado para ver Yiannopoulos banido de seguir após uma briga com a atriz Leslie Jones, mas houve em geral um acordo em muitos círculos do Twitter, nos quais erraram a princípio, estavam em seus direitos.

“O Twitter é uma companhia privada. Pode criar suas próprias políticas, e suas políticas não devem ser temidas. Não há em nenhum lugar no universo o direito humano de possuir sua conta no Twitter,” Motivo que Ronny Soave pontuou. “Mas se o Twitter quer viver afirmando comprometimento para um fórum público no qual é provocativo, controverso, e sempre que ocasionalmente for rude, ou se ofender com um discurso, for tolerado, então deve se considerar restaurar o perfil de Yiannopoulos.”

Dois anos depois, uma conversa semelhante tomou lugar com Alex Jones, a distante rádio de direita que mostrou um apresentador e teórico conspiracionista, o qual ultimamente se viu banido pelo Twitter e pelo Facebook. As respostas não foram surpreendentes.

Muitos inclinados à esquerda saudaram essa ação, pontuou por fora Jones, o qual não foi intitulado à Primeira Emenda protetiva, desde que o Twitter e o Facebook foram companhias privadas.

“Essa ação foi um passo importante em direção à configurações razoáveis, maldosamente necessária, que precedente em torno da liberdade de expressão,” escreveu Christine Emba, colunista da Washington Post. “As companhias não tem que defender o indesenfável. Alex Jones pode fazer tudo que ele quiser.”

A direita, de todo modo, advertiu que não gostaram das expulsões que acabaram com Jones.

“Na próxima eles estarão por você”, Jesse Kelly wrote in The Federalist. “Suas metas são silenciar vozes dissidentes. Olhe para baixo onde você está em todo momento. Ali é onde você desenha sua linha na areia. Não dê a eles sequer uma polegada.”

O Escorragadio Declive Da Restrição do Discurso

A censura nunca irá acabar com Alex Jones e Milo Yiannopoulos, é claro. Ainda, a ânsia com a qual a Big Tech está silenciando o dissidente deve ser surpreendida se aqueles que alertaram sobre ela possam salvar Jones.

A expulsão do presidente dos Estados Unidos foi chocante. A expulsão de Ron Paul é horrorizante. Isso não faz sentido. Paul é um homem de princípio e paz. Ele tem 85 anos, não ativamente na política. Paul não incitou a violência ou ameaçou ninguém.

Como nós fizemos para bair de Alex Jones à Ron Paul do espaço por dois anos? As respostas não são encontradas. Isso é uma mentira em um princípio abandonado.

“Uma vez em que você começa a fazer exceções para um princípio universal ou uma regra geral, você começa a minar isso; isso vem à tona mais facilmente para fazer outras exceções”, FEE’s Dan Sanchez pontuou em outubro de 2017. “Se o discurso de ódio dos nazistas são restringidos, por quê não o discurso de ódio dos tradicionais conservadores? Se a violência, sedutoramente retórica dos comunistas podem ser toleradas, ou qualquer criticismo fundamental do governo?”

De fato. É claro, o Twitter e o Facebook estão há muito tempo fazendo isso, desde quando abandonaram a noção de que eles são uma plataforma de liberdade de expressão. Eles declararam abertamente que é sua missão manter os usuários “a salvo”, assim eles fazem obrigando regras e uma comunidade padrão quando e o quanto eles querem.

Essa missão foi falha desde o começo. (Eu não preciso do Facebook ou do Twitter para me proteger de ideias ou de discussões, muito obrigada a você, e eu suspeito que mais indivíduos possa, oferecer sentimentos similares.) No entanto, iniciando com Ron Paul, claramente essa “segurança” não é a verdadeira prioridade da Big Tech. Eu suspeito que nunca tenha sido.

Paul fora da plataforma deve estar bravo e talvez até nos assuste. O silenciamente generalizado do dissidente é de importância série; não há dúvidas disso. E é mais importante o complicado fato da Amazon, Google e que a Apple tenham tomado passos que atrapalharam as plataformas das mídias sociais de competir com o Facebook e o Twitter.

Mas o que deve ser feito?

Como isso aconteceu, o próprio Paul muito questiona na coluna que aparentemente conduziu o exílio de seu Facebook.

“Então o que é para ser feito? Sempre que os pró-liberdade de expressão em mídias sociais alternativas estão sob ataque do Big Tech/governante Leviatã. Não há soluções fáceis. Mas nós devemos pensar em retornar aos dissidentes na era da tirania soviética,” Paul escreveu.

Ele continuou:

“Eles não tinham Internet. Eles não tinham rede social. Ele não tinham habilidade de se comunicar com um milhão de pessoas por curtida em mente, livres admiradores. Eles usaram a incrível criatividade na cara da incrível adversidade para continuar punindo suas ideias. Porque não havia exército – não quando Big Tech partilhou com o Grande Governo – que possa parar uma ideia que vem com o tempo. E a Liberdade é essa ideia. Nós devemos nos mover de frente com a criatividade e a confiança!”

A Liberdade é, de fato, a ideia. E se nós formos pacientes, eu suspeito que o mercado em breve irá oferecer uma alternativa genuína (ou mais tarde) isso pode fazer o Facebook e o Twitter recuarem em seus impulsos autoritários.

Traduzido por Taiane Copello


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