O que Harry Potter pode ensinar ao Federal Reserve?

Taiane Copello
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Carioca, 22 anos, estudante de filosofia na UFRJ, escritora de artigos da Universidade Libertária, ex-coordenadora do projeto LibertaRio e do Grupo de Estudos Walter Block. Palestrou na Frente Libertária; publicou um artigo na Revista Pontes sobre filosofia austríaca; escreve monografia sobre Praxeologia; tem mais de dois mil e duzentos seguidores no twitter onde posta com frequência conteúdo libertário e demais temas que envolvam filosofia e economia.

Publicado em: 04/06/2016

Escrito por: Mises Institute

Traduzido por: Taiane Copello

Como os fãs de Harry Potter bem sabem, o universo mágico se passa em um padrão trimetálico de galeões de ouro, foices afiadas e nós de bronze. Ali não há menção há nenhuma forma de dinheiro em papel no mundo mágico, com todos comprando com moedas metálicas.

Com a participação que poderia ter Murray Rothbard, ali, no mundo mágico, parece que não tem que ter nenhum banco de reserva fracionária. Neste instante, Gringotts, o banco do globin, controlado guarda a poupança de seus clientes privados em cofres com medidas de segurança elaborada.

De uma perspectiva econômica, essa participação tem um significado muito importante para a economia bruxa.

Primeiramente, todos esses significados de que o dinheiro bruxo é completamente independente do governo bruxo, o qual – possui em seu corpo incompetência consistente – é uma coisa muito boa. De fato, é notável que em todo o caos e disordem que acontece ao longo do mundo de Harry Potter durou uma série de livros, ali nunca abordou a fome ou qualquer sinal de uma severa depressão econômica. Em todo o sétimo livro, com Lord Voldemorte sendo bem sucedido em acabar com o Ministro da Magia, o mercado de Diagon Alley se manteve ativo. Embora muitos que fugiram do Alley com medo dos Devoradores Mortais, a atividade econômica se manteve presente – com novos itens em lojas que foram abertas para as artes das trevas.

Desde quando o próprio dinheiro era de padrão metal, o mundo de Rowling apreciou um dos pilares favoritos de Ron Paul da prosperidade: o som do dinheiro.

Com tudo isso, Mate Hajba argumentou no FEE que o mundo mágico de J.K. Rowling na série Harry Potter falhou tanto economicamente quanto em um nível político:

“Desconsiderando todo o universo de bruxos, o mundo fictício de de J.K. Rowling simplesmente não é tão bom para nós… Por quê poderíamos preferir o mundo mágico do progresso estagnado e da autoridade arbitrária?”

Enquanto muitos libertários poderiam provavelemente rir ao notar que o curso inesquecível da “autoridade arbitrária” é limitado nas páginas de Harry Potter, Hajba tocou no frágil ponto de como as trocas voluntárias com o mundo Muggle poderiam não ajudar a vida de pobres famílias bruxas como os Weasleys. É fácil perceber que, atráves da ligação com a abolição de qualquer governo, incluindo do Ministério da Magia (eu não sei se Rowling alguma vez leu “Burocracia” de Ludwig Von Mises, mas se ela tivesse uma decepção com a incompetência e, ocasionalmente, com os oficiais do governo maligno, isso poderia não me surpreender).

Mas eu penso que Hajba’s descartou uma área importante onde o mundo vruxo foi muito mais importante que o nosso: na política monetária.

De fato, embora a magia do mundo de Rowling possa acompanhar um imensurável amontoado de participações incríveis, a única área na qual isso vai, inefetivamente, se encontra com a manipulação monetária. Como Hermione Granger poderia estar contennte em lembrar você, A Lei de Transfusão de Elementos de Façanha, a qual descreve as limitações que vem com a habilidade mágica de transformar e conjurar, incluindo tanto o dinheiro quanto a comida.

Isso também explica o porque a escassez continua existindo no mundo mágico (e porque os trabalhos de Ludwig Von Mises poderiam ser lembrados de forma digna de serem adicionados na livraria de Hogwarts). Isso explica o porque os Goblins podem possuir tanto dinheiro.

Como Ludwig Von Mises notou na Teoria do Dinheiro e do Crédito, “A função do dinheiro é facilitar que os negócios no mercado por meio da ação média comum de trocas”.

Basicamente, o dinheiro é o que muitas pessoas convertem o seu trabalho, além de outras coisas, incluindo uma média que possa ser usada para o bem e para os serviços com as pessoas as quais não devem precisar de habilidades específicas que um indivíduo tenha. Por exemplo, Garrick Ollivander, o lendário wandmaker, é habilidoso para vender paredes para Padma e Pavarti Patil por um total de doze galões. Essa permissão o fez pagar uma caneca de cerveja de três cabos de vassoura, e no momento em que Madame Rosmerta esteve pronta sua própria parede e poderia ter além do que não precisa dos serviços do Sr. Ollivander. O dinheiro que Ollivander permitiu trocar uma porção de seu trabalho criando as paredes na sua troca pela porção do barril de cerveja da Madame Rosmerta.

Todavia, imagine se o Sr. Ollivander está habilitado para criar moedas fora de sua alçada. Ele agora está tomando uma porção do estoque do barril de cerveja de Madame Rosmerta, sem produzir qualquer coisa de valor para ela. Ele pode parar de fazer qualquer coisa a qual em sua parede de compras e fazer seu feitiço para ter qualquer coisa que ele precisa. A sociedade civilizada vê esse feito como um grande ofensa (além de muitos grandes governos terem seu privilégio.) Isso significa que como Mr. Olivander continua a criar moedas de ouro fora de sua alçada, o número total de moedas de ouro cresce na economia. Com todas as novas moedas que entram na economia, diminui o valor das moedas que os indivíduos já possuem. Na economia, isso é chamado de inflação e é presente na forma dos preços e dos bens e serviços que existam.

A constante inflação rende a instabilidade da moeda e leva as pessoas a encontrar mais estabilidade na trocas. Por exemplo, durante a Revolução Americana, o Congresso Continental manteve firme a desvalorização do papel moeda, sempre forçando os fazendereiros patriotas da Amética a vendedores que preferem a libra britânica. Quando a inflação em Zimbabwe veio tão ruim que eles tiveram que começar com U$ 100 trilhões, as pessoas naturalmente moveram para (relativamente) estabilizados o dólar americano dentre suass outras transações. Não é coincidência que a moeda corrente, Bitcoin, foi introduzida em 2008, quando as ações do Federal Reserve da América fez com que muitas pessoas concernidas à sua estabilidade do dólar americano.

Desde que os goblins de Gringotts não são o governo, e, além disso, poderiam não forçar bruxos a usar seu dinheiro com ameaça de prisão ou taxas, o único jeito que eles poderiam fazer suas moedas, as quais são usadas pela Inglaterra, que não podem ser magicamente manipuladas. Suas moedas necessárias tiveram que ser estáveis e confiáveis.

É importante pontuar que por fora da magia não pode ser criada um dinheiro de verdade fora da alcançada, isso não significa que as pessoas não tentem prosperar usando essa trapaça monetária. Por exemplo, em Harry Potter e o Cálice de Fogo, nós somos introduzidos ao irlandeses leprechauns que tem habilidade para convocar moedas de ouro. Uma vez em que é visto convocado pela Copa do Mundo de Quadribol, Harry, perenemente, quebrou as mãos de amigo Ron Weasley, que segurava o ouro de um leprechaun, e que ofereceu a Harry para repará-lo por uma compra que fez em seu nome no início do livro:

“Lá vai você”, Ron afirmou feliz, dando uma porção de moedas de outros na mão de Harry, “pelos Omnioculares! Agora você tem que me dar um presente de natal, ha!”

Enquanto Ron e Harry não acabarem até mais tarde, o ouro do leprechaun, eventualmente, desaparece. O episódio serve como uma ilustração efetiva do quanto devedores se beneficiam do dinheiro criado. Em um acidente que acontece mais tarde na estória, nós aprendemos o que um desconhecido, com o nome de Ludo Bagman, cometeu, por alto, para renegar aos irmãos gêmeos de Ron pagando a eles com o desaparecimento das moedas de ouro, mais do que um galeão legítimo.

É claro que ali não é nada além de uma ficção sobre o nefasto esquema usando uma moeda inferior para fugir de obrigações financeiras. Durante a Grande Depressão, o Presidente Franklin Delano Roosevelt incriminou a posse de moedas de ouro, forçando os americanos a voltarem-se para um amontoado específico de contas de dólar. Enquanto essas contas em dólar não poderiam desaparecer da noite para o dia como um ouro de leprechaun, seu valor dissolveu-se com o tempo. Por exemplo, uma posse a qual está contido em uma onça poderia estar sendo confiscada em uma troca por U$ 35 dos FRD’s do dinheiro leprechaun. Hoje, isso poderia valer em mais do que U$ 1.200.

Ludo Bagman poderia estar impressionado.

Contriariamente às críticas do Sr. Hajba’s sobre a Srta. Rowling, “deficiência vis-á-vis economia”, eu penso que isso é uma testemunha de como uma brilhante e habilidosa escritora, hábil para criar um mundo o qual atinge adultos e mais pessoas desta idade interessadas. Isso é um alegria para ser hábil para aplicar uma lente econômica para uma infância melhor, e impressionar mais do que quando eu a li.

Com a arte sombria monetária sendo praticada ao longo do mundo, eu poderia preferir ainda mais meu dinheiro nas mãos do goblin Gringotts, do que à mercê de nosso Federal Reserve, aquele-que-não-pode-ser-nomeado.


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