Eleições Americanas e o Encantamento das Serpentes

Se repete cotidianamente nos cinemas e na mídia em geral a velha cena do encantador de serpentes. Tantas vezes que consigo perfeitamente criar uma imagem mental dessa fatídica cena. Um homem vestido em vestes longas, munido de uma flauta, com um cesto em sua frente, uma cobra o encara e quando o homem se move, …

Como é sortuda a liberdade!

Devo ser o homem mais sortudo do mundo e convido a todos para que partilhem da minha sorte! Afinal, pude em todas essas situações, diversas e calamitosas, me encontrar do lado da liberdade, do lado da justiça e do que é bom. Só isso já me faz ser um homem inacreditavelmente sortudo, afinal, a quantos isso não é negado?

A ansiedade gradualista

Os gradualistas no Brasil não podem estar falando sério. Eu costumo evitar ir muito a fundo nessa discussão de estratégias libertárias porque o total desconhecimento do libertário médio sobre a história do próprio movimento bem como de suas definições mais simples é ensurdecedor.

Entretanto, quanto mais próximos estamos das eleições, mais frequentes se tornam as incursões gradualistas e mais acirrado fica o debate ao ponto de que uma manifestação unívoca e definitiva da parte da Universidade Libertária precisa ser estabelecida.

Ensaio sobre os Estatistas Virgens

Para ser mais preciso, não é verdade que Easton e Schmitt não conheciam a sexualidade. Eles efetivamente se tornavam um com algo, o Estado. O Estado é para eles o parâmetro de conformação ideal dos atos voluntários e da inclusão dos atos morais e da resolução dos conflitos. Assim, enquanto Mc Lya se apresenta para a sociedade pela forma como pede ao seu parceiro que respeite seus limites e que não a machuque e a entenda como uma mulher completa q ue mesmo que deseje aquele ato ainda possui efetivo controle por sobre a determinação de seu próprio corpo, aos mesmos moldes da autopropriedade, Easton e Schmitt se curvam diante do falo estatal e se submetem completamente a ele.

Reciprocidade e o Trato Social

A ideia de reciprocidade é algo profundamente inquietante porque na mesma medida em que justa, é simplesmente incompatível com a práxis. Pense bem, como é que poderia se dar a estrutura da interação social senão pela iniciativa? A iniciativa é o ato originador da interação. Alguém há de efetivamente começar a interação e esse mesmo …