Como é sortuda a liberdade!

Que sorte a minha! Todos os dias eu me deparo com a derrota, absolutamente todos os dias me encontro menos livre do que no dia anterior. Essa tendência nunca mudou. O estado controla sempre mais áreas da minha vida. Ele sempre está mais “ciente das minhas necessidades” ao ficar sabendo de cada minúsculo pedaço da minha existência.

Se eu estudo alguma coisa, ele está lá para decidir se eu sei dessa coisa ou não. Se eu tenho um relacionamento com alguém, ele logo me pergunta quanto tempo esse relacionamento tem, se eu estou morando com a pessoa, se é sério ou não. Ou se eu tenho um trabalho, ele quer decidir como será o modelo de contratação, depois de quanto tempo eu tenho que tirar férias, como serão as condições da minha saída, se eu posso ou não exercer determinada função. Caso alguém queira assistir algum programa ou ler algum livro, ele rapidamente classifica esse conteúdo e decide se ele pode ser disponibilizado ou não ao público e a qual público deve se direcionar. Se eu estou reclamando dele, ele está ali para dizer quais são as vias as quais eu posso recorrer para essa reclamação, garantindo sempre que minhas reclamações foram devidamente anotadas.

Não existem áreas intocadas. Não existe um eu realmente livre. Mesmo os mecanismos mais fortes de resistência da história, hoje possuem uma estreita associação com o estado. Para ilustrar, veja o caso do Bitcoin e do próprio movimento libertário. Vejam só, até mesmo esse site possui um CNPJ. E isso acontece principalmente porque não haveriam clientes dos nossos cursos caso operássemos apenas em moedas livres através de mecanismos P2P (peer to peer).

Mais escravos do que nunca!

Veja que estamos muito mais sob controle do que aqueles sujeitos chamados historicamente de escravos que estavam nas senzalas. Afinal, o escravo que acreditasse estar num mesmo nível social em relação a seus donos seria tido como um insano, um lunático. Ainda assim, existem aos montes esses que acreditam que um político, um burocrata, um funcionário público qualquer seja tão refém do estado quanto eu e você, partes da classe produtora de riqueza. E pior, alguns desses ainda dizem quererem se tornarem políticos para livrar a todos nós.

O fato de um desses não levar um soco na boca toda vez que se pronuncia perante os outros, é sinal que chegamos num nível absoluto de mansidão. Mesmo aqueles que estão totalmente cientes disso, ainda acreditam que podem viver uma vida absolutamente normal. Acreditam que podem “ir viver suas vidas em paz”, na espera das tecnologias descentralizadas, o politico libertário da vez ou algum milagre os livrar dessa distopia.

E aqueles que dizem que isso tudo é uma utopia são considerados sonhadores, iludidos que precisam acordar para o “pragmatismo”. Dizem que precisam eleger o Arthur do Val para que ele possa finalmente reduzir o estado através de sua incrível coragem e hombridade máscula. Que precisam eleger o Bolsonaro e suas arminhas para cima, que finalmente trarão a liberdade diante da tão temida esquerda comuno-globalista. Que precisam deixar essas coisas de política de lado, que isso não resolverá nada em suas vidas.

Especialmente Sortudo!

Como sou sortudo! As diversas acusações e ofensas recebidas por denunciar a opressão e o estatismo onde quer que ele estivesse, a quantidade de críticas e xingamentos que foram direcionados a mim, minha família e meus amigos quando dissemos claramente o quão inertes estão os libertários, as vezes que fomos acusados de coletivismo, as vezes em que pedimos ajuda aos grandes portais e fomos tidos como pedintes e não irmãos numa mesma causa.

Sortudo em especial pela quantidade de portas e oportunidades que foram fechadas para mim, ao ponto que hoje eu tenho como certo que é impossível que eu atue numa área não libertária sem que a minha militância anterior vitime meu futuro profissional.

Particularmente sortudo! Afinal, não conheço um dos que começaram o COF no mesmo período que eu e que não estejam a frente dos principais portais conservadores e em cargos políticos. Curiosíssimo como se dá minha sorte! Afinal, pude eu tantas vezes participar de partidos de esquerda, onde o fato que conheço as teorias de direita a fundo me fariam ser um diamante raro, e todas as vezes eu me recusei a integra-los e a fazer parte de seus projetos de poder.

Do lado da liberdade

Devo ser o homem mais sortudo do mundo e convido a todos para que partilhem da minha sorte! Afinal, pude em todas essas situações, diversas e calamitosas, me encontrar do lado da liberdade, do lado da justiça e do que é bom. Só isso já me faz ser um homem inacreditavelmente sortudo, afinal, a quantos isso não é negado?

Não desfaria nem um sequer desses atos, nem deixarei de lutar o bom combate. Não tenho medos ou arrependimentos. Se tiver que morrer hoje, agi de acordo com meus valores, minha consciência e com tudo que eu acredito todas as vezes. Meu único azar é que nasci cedo demais. Assim, provavelmente não poderei ver os efeitos que a minha sorte terá no mundo. Mas, acho que seria pedir demais ao destino que me desse também essa sorte, afinal, como diria Stirner:

“Os homens do futuro lutarão ainda por muitas liberdades das quais nem sentimos falta”

Max Stirner, O Único e sua Propriedade

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Um comentário

  1. Você sabe... nipah~☆!

    Belíssimo.

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